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Das eras

A 25 de Abril Parte I Tempo de sombras e sussurros. 25 de Abri a 25 de novembro Parte II Tempo de Festa e fúria de viver.25 de Novembro a 85 Parte III Tempo de Outono. 85 a Parte IV Tempos de regressão. Parte V Memórias de Abril

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Das eras

08
Ago22

Parte VI - O fascismo com os corninhos ao sol 30

Zé Onofre

              30

 

022/07/08

 

A mira viciada do PCP, João Guimarães, 07.08.22 apoliticasomosnos.blogs.sapo.pt

 

  1. O PCP criticou aquilo que considera ser a política externa dos sucessivos governos PS, PSD e CDS-PP que "está a envolver perigosamente" o país na "estratégia militarista agressiva" de Washington.

Tem razão o sr. João Guimarães ao criticar o PCP quando considera que a política externa dos sucessivos governos PS, PSD e CDS-PP que "está a envolver perigosamente" o país na "estratégia militarista agressiva de Washington.” Na verdade, como estes partidos que formaram os Governos desde 1976 não cumpriram o que está na Constituição

 

Artigo 7.º (Relações internacionais)

  1. Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.

 

o PCP erra ao afirmar "está a envolver perigosamente". O PCP deveria dizer que os ditos partidos sempre envolveram perigosamente… (Não esqueçamos o papel ridículo do Sr. Durão Barroso no encontro em que o sr. Bush, o sr. Blair e o sr. Aznar decidiram invadir o Iraque.)

 

  1. Esta “moralidade” disparada por uma arma de mira viciada, é tão falsa que dispensa a tão mencionada e recomendada verificação de veracidade

É a moralidade de quem não está, nem esteve comprometido com os Governos de Portugal.

É a moralidade de quem sempre defendeu a extinção dos blocos político-militares.

É a moralidade de quem sempre defendeu o fim da OTAN, quando se dissolveu o Pacto de Varsóvia.

É a moralidade de quem sabe ler, e ingenuamente acredita no que está escrito nos documentos

 

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), frequentemente referida pela sigla em inglês NATO (de North Atlantic Treaty Organization) e por vezes também chamada de Aliança Atlântica, é uma aliança militar intergovernamental baseada no Tratado do Atlântico Norte, assinado em 4 de abril de 1949, que constitui um sistema de defesa coletiva através do qual os seus Estados-membros concordam com a defesa mútua em resposta a um ataque por qualquer entidade externa à organização. A sede da NATO localiza-se na região belga de Bruxelas (Bélgica).

 

 

Países ocidentais realizaram conversações com a URSS no início de 1991, nas quais foi referido que "a OTAN não se expandirá além do Elba", segundo o jornal Der Spiegel.

Um documento classificado de 1991, obtido dos Arquivos Nacionais do Reino Unido, mostra que os países ocidentais se comprometeram com a não-expansão da OTAN para leste, relata na sexta-feira (18) o jornal Der Spiegel.

O documento revela conversações entre o então secretário de Estado dos EUA e os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, França, Reino Unido e URSS em Bonn, em 6 de março de 1991. Segundo o jornal, o texto mostra que os países ocidentais concordaram que a participação de países do Leste Europeu da OTAN seria inaceitável, o que justifica as atuais queixas da Rússia em relação ao bloco militar.

 

escritos e assinados pela OTAN da qual Portugal faz parte desde o início.

Contudo, nenhum dos governos desde 1991 exerceu o seu direito de veto – as novas admissões têm que ser tomadas por unanimidade – em relação ao alargamento da OTAN a leste conforme o assinado em 1991.

Afinal quem é que tem “moralidade” disparada por uma arma de mira viciada,” a precisar de ir ao polígrafo?

 

  1. Se o PCP fosse governo, neste momento teríamos o país envolvido na "estratégia pacífica e libertadora das ideias e das mentes” do Kremlin.

É muito feio, falta de ética e demagogia da mais reles fazer julgamentos de intenções.

Foi com estes julgamentos de caracteres que a Salazarista PIDE prendeu, torturou e matou muitos portugueses.

O sr. João Guimarães já que o não pode fazer fisicamente pretende assassinar o caracter das pessoas que não alinham pela sua Mira Moral herdeira do Salazarismo.

02
Ago22

Parte VI - O fascismo com os corninhos ao sol 29

Zé Onofre

29

 

022/08/02

 

NEM ESTATUA, NEM MONUMENTO, NEM HOMENAGEM, Rui Gonçalves

 

  1. A um traidor à pátria e à democracia, como Vasco Gonçalves.

 

Viva o Vasco Gonçalves, grande general,

Que foi traidor à pátria e democracia

Dos que pensavam que a merda seria igual

Apenas o enxame de moscas mudaria

 

  1. Uma tal associação “Conquistas da Revolução”.

 

Que bom que ainda haja, em Portugal

Homens honrados, plenos de gratidão,

Que não se intimidam com os servos do Capital

E não deixam esquecer os homens da revolução.

 

  1. Dos instintos ditatoriais da extrema-esquerda comunista.

 

Porque era inimiga da exploração capitalista pura e dura  

A direita inventou que a extrema esquerda comunista

Queria impor aos portugueses uma ditadura.

Porque para ela apenas servia a dita salazarista.

 

  1. Acompanhar a mais leve ideia de homenagear uma personalidade como Vasco Gonçalves.

 

Porque razão, poderia um saudoso salazarista

Acompanhar uma homenagem, ao laureado

Vasco Gonçalves, convicto anticapitalista?

Apenas serviria para ofender o homenageado.

 

  1. Quando o ditador comunista foi primeiro ministro de Portugal.

 

Quanto a esta frase enganou-se o escrevinhador.

Vasco Gonçalves comunista? É caso a considerar.

Se não é bom cartão de visita, também não é desprimor

Mas primeiro ministro ditador só o Caetano e Salazar.

 

 

  1. Colaborou afincadamente com o PCP no PREC, na tentativa de instauração de uma ditadura comunista em Portugal.

 

Eis outra refinada mentira do salazarismo servidor.

Para esta gente nada e criada nos ditames do Capital

Qualquer um que pusesse em primeiro o trabalhador

É porque queria impor o comunismo em Portugal.

 

  1. Nacionalizou os bancos e as seguradoras, as grandes empresas como a CUF, a LISNAVE.

 

Foi em março que tudo perderam, esses marmelos.

Foi naquele dia 11, em que o Spínola se revelou

Aliado, fiel servidor de Champalimaud e de Mellos 

Que tentaram restaurar a ditadura que abril derrubou.

 

De tal sorte ficou a coisa, com tão mau aspeto,

Que até Soares e Sá Carneiro seus amigos do peito,

Para não ficarem de mal com o povo, assinaram o decreto.

Porém, à espera do momento para os servir a preceito.   

 

  1. Também foi ele que deu cobertura à perseguição daqueles a que chamou de “capitalistas”, “fascistas”, “reacionários”,

 

Não vejo aqui coisa espantosa para admiração!

Que governo que se visse de gente ameaçado,

Não por argumentos, mas com armas na mão,

Não os tentaria agarrar para os meter na prisão?

 

  1. Ainda foi pela mão desse tal Vasco Gonçalves que se fez uma suposta “reforma agrária”, que visou tão somente roubar as terras aos legítimos proprietários.

 

Eis outra mentira de todo o tamanho, esta.

Para os salazaristas o povo só à força de cana 

Se defenderia da latifundiária, cruel e cobarde besta.

Ela só rosnava tendo por perto a PIDE e a Guarda Republicana.

 

Antes da reforma agrária feita por arrojados rurais,
Os pretensos donos dos latifúndios abandonados,
Jogavam nos casinos chiques de Estoril e Cascais,                                                                        Os subsídios e empréstimos a juros quase dados.

 

  1. Foi exatamente ele que começou a destruição da economia nacional, na indústria, na agricultura e nos serviços.

 

Os Mellos, Champalimaud e outros, sem surpresas.

Saltaram a fronteira com malas bem recheadas

Com as notas que sacaram das suas empresas

Para lá de longe se queixarem que foram saqueadas.

 

Mentirosos compulsivos, sabem muito bem

Que estaleiros navais e siderurgia nacional

Só depois de os antigos monopolistas voltarem,

Foram fechadas por ordem do Capital.

 

Não só a agricultura, as pescas viraram cacos.

Mas esse pecado jamais seria do Vasco, General.

Se bem me lembro, foi um tal de Cavaco,

Que as vendeu, por tuta e meia, à Europa do Capital.

 

  1. Mas foi ainda Vasco Gonçalves, um dos que abandonou, a pretexto da tal “descolonização”, os muitos milhares de portugueses que nas chamadas ex “colónias."

 

Mais uma frase cheia da salazarista pronúncia.

Carregada de um saudosismo cheio de rancor.

Que ainda chamava às colónias, províncias,

E que Portugal era só um, do Minho a Timor.

 

E os colonizadores que fizeram mal a colonização

Atiram-se contra aqueles que deram muito tempo

Ao colonizador para chegar a uma digna solução.

E o colonizador acabou por o perder no vento.

 

Assim o poder colonizador que adiou, 

Acusa quem por força da dura realidade

Teve que descolonizar no tempo que restou,

O que o salazarismo teria feito com tranquilidade.

 

Dizer que quem abandonou os portugueses à sua sorte

Foi o Governo do Vasco Gonçalves é porque esqueceram

Que eles saíram de cá fugidos à fome e à morte.

Se com a descolonização voltaram como foram

 

E por lá deixaram o produto de uma vida,

A culpa é também um pouco deles próprios.

Seguiram o poder colonial sem qualquer dúvida,

E em vez de semear a igualdade, semearam ódios.

 

  1. Por acaso a ditadura comunista não foi instaurada, porque na altura um punhado de gente de bem.

 

Gente de bem que, para derrotar o comunismo,

E não uma ditadura como nos têm dito,

Estavam dispostos a pedir ao Franquismo

Que invadisse Portugal com o seu exército.

 

Porém tal não foi preciso. Bastou soprar o medo

Visceral vivo em Fátima. Com Soares a comandar,

Aliado de Frank Carlucci, o do golpe chileno,

E dos franco$ e marco$ sempre a entrar.

 

  1. Vasco Gonçalves, como outros, são das figuras mais sinistras da democracia portuguesa.

 

Este liberalismo enroupado de democracia

Vê  em Vasco Gonçalves o “inimigo ancestral”.

Pois ele, como se tocado pelo dom da profecia,

Viu que ela descambava na ditadura do Capital.

 

  1. "Vasco Gonçalves era um antidemocrata do mais refinado e criminoso."

 

Eles têm um falar velho, como se tratassem   

De novidades. Os que lutassem contra o Salazar,

E seus acólitos, que anónimos se chamassem,

Sabiam que era a tortura e a Caxias, iam parar.

 

Saudosos da ditadura, de meios sentem mingua.

De meios para poderem perseguir, torturar e prender.

Segregam, agora,  o veneno acumulado na língua

Durante os anos em que tiveram de se esconder.

 

 «Homem de um só parecer

Dum só rosto, uma só fé,

De antes quebrar que torcer,

Ele tudo pode ser,

Mas de corte, homem não é.».

– Sá de Miranda. –  

 

Assim foi Vasco Gonçalves. 

  Zé Onofre 

16
Jul22

Parte VI O fascismo com os corninhos ao sol 28

Zé Onofre

               28

 

022/07/16

 

O dia a dia traz-me sempre uma nova visão surpreendente do mundo que me rodeia.

 Fiquei estarrecido como o pensamento salazarista/Caetanista sobrevivesse passados quarenta e oito anos após o seu derrube.

Porém se pensar bem no que aconteceu nos idos de 1974, não sei porque isso me deixa tão surpreendido.

Para falar verdade se tivesse estado atento ao dia 26 de Abril, e não deslumbrado com o 25 e a enumerar as tropelias do dia 24 e os tempos para trás, não teria motivos para estar tão espantado.

Se tivesse olhado com argúcia, para esse primeiro dia em liberdade, teria verificado que em Portugal, salvo raras as exceções: - os governantes - os deputados -os agentes dos quadros superiores da PIDE - um, ou outro Bufo, mais conhecido no lugar - os generais verdadeiramente colonialistas, que honra lhes seja, lutaram às claras contra o a democracia nascente - aqueles agentes da Pide que sorrateiramente saltaram a fronteira, todos eram democratas de nascença.

Para pessoas nascidas, criadas e educadas na Cartilha do Salazarismo até se entende que fossem “democratas novos” e praticassem no recôndito das suas casas a velha religião “salazarista”.

No Salazarismo (esqueçamos o seu sucessor) havia verdades que eram a "Verdade".

- A Deus, ao Pai e ao Chefe obedece-se cegamente porque eles apenas querem o nosso bem.

- Portugal era uno e indivisível do Minho a Timor.

- Portugal era uma Nação de Santos e Heróis.     

- Portugal era o Povo predestinado por Deus para levar o evangelho além dos mares.

- Portugal tinha as suas raízes fundas e firmes na trindade Deus, Pátria, Família que não se discutiam.

- Portugal tinha sido escolhido pelo Céu para combater a Rússia Comunista e por isso a “Virgem Maria” apareceu a três pobres pastoritos, quase analfabetos, para que se rezasse pela conversão da Rússia e que esta fosse consagrada publicamente, pelo Papa, pelos Cardeais e pelos Bispos reunidos no Vaticano, ao seu Sagrado Coração. Porque, se assim não o fizessem, a Rússia espalharia os seus erros pelo Mundo. (O mais interessante é que a revolução Bolchevique se deu depois da última “aparição” da “Virgem Maria”).

Este discurso de ódio ao comunismo era feito nas escolas, nas igrejas, e nas casas das “famílias verdadeiramente Católicas”, às crianças, adolescentes e a todos os outros.

Era um discurso que apelava à Emoção e nunca à Razão. Quem fosse comunista estava a trilhar o caminho do Inferno. Quem fosse comunista não era um verdadeiro Português. Quem fosse Comunista era agente da pérfida Rússia.

Quando os Povos Africanos iniciaram a sua guerra pela independência, cabia a Portugal, como último reduto verdadeiramente Católico e Cristão, defender na Guerra Colonial a Civilização Ocidental e Cristã.

Agora pessoas que foram educadas após o 25 de Abril estejam, também elas

inquinadas pelos preconceitos salazaristas, que sejam tão acríticas sobre o que leem, veem e ouvem, alinhando cegamente, sem um pestanejar de olhos, o que lhes enfiam cabeça abaixo, parece misterioso!

Contudo é pura ilusão.

No dia 26 de Abril os Salazaristas que por cá ficaram abrigaram-se no PPD, Outros no CDS e ainda alguns, mas bastantes no PS.

Por ali foram andando e ganhando liberdade de movimentos que lhes permitiu chegar a lugares de poder, quer dentro dos Partidos, quer ocupando lugares no aparelho do Estado.

Todavia, mais importante que esses lugares foi o modo com paulatinamente se foram apoderando dos meios de Comunicação Social.

Se logo a seguir ao 25 de Abril se davam Vivas aos lutadores antifascistas, e a custo  mencionavam os comunistas, com o decorrer dos anos davam-se vivas aos antifascistas mas omitia-se o papel relevante dos Comunistas, principalmente os do PCP.

Depois começaram a afunilar a informação centrando-a nos partidos a que eles chamavam o Arco do Governo.

Os Comunistas ou eram criticados pelas suas posições teóricas conservadoras e válidas para os inícios do séc. XX, mas que não se adaptavam ao mundo de fim de séc., ou eram-lhe imputadas intenções que nunca tiveram e cujo fim era de novo meterem medo ao povo com o Perigo Comunista a soldo da Rússia. Outras vezes aconselhavam-no, como de facto se interessassem pela sobrevivência do PCP, paternalmente que se queriam ter um lugar na sociedade tinham que mudar de rumo e até lhes davam exemplos.

Nos fins dos anos oitenta, princípios dos noventa a URSS implode sob a batuta dos seus dirigentes que lentamente se vão aproximando do capitalismo ocidental, e por eles são incentivados. Ao encontrarem-se num beco sem saída, segundo dizem, em vez de abrirem uma nova avenida, regressam a 1917. Os Boiardos agora são os altos dirigentes do PCUS que se apoderam das riquezas, do petróleo, do gás natural, das indústrias mais rentáveis, das minas de ouro e de outros metais,tornando-se, de um dia para o outro, multimilionários monopolistas.

Estes mesmos multimilionários, sempre apoiados pelo capitalismo ocidental vão tomando conta do aparelho do Estado. Formando assim governos oligarcas. A Rússia comunista tinha morrido, o velho Partido Comunista foi dissolvido, formando-se outros partidos comunistas, mas já não partidos revolucionários.

Os tempos tornaram-se de feição para os Salazaristas, com ódio visceral ao Comunismo, aparecerem à luz do dia, para um acerto de contas. Aparecem homens fascizantes dentro do PSD e CDS, alguns dos quais são afastados dos respetivos partidos não pela sua ideologia, mas pelo escândalo que naquela altura ainda provocava.

Escorraçados das catacumbas partidárias onde se abrigavam aparecem organizados em partidos claramente fascistas, com um discurso de ódio já não só aos comunistas, mas a todos os democratas que ainda vivem o 25 de Abril.

Agora com a Guerra Rússia/Ucrânia foi o despoletar de todo o anticomunismo primário que os Salazaristas, Jornalistas a soldo dos EUA, UE fiel servidora cúmplice e obediente com os EUA soltarem toda a bílis anticomunista acumulada desde o 25 de Abril.

Para estas pessoas, quem tenta compreender o que se passa agora, à luz de acontecimentos recentes e da história e chegarem a uma conclusão que nem apoia a Rússia, nem a Ucrânia, mas que por detrás deste conflito estão manobras dos interesses Imperialistas Ocidentais, é um absurdo.

Para estes salazaristas ressabiados, é uma cambada de cripto comunistas alinhados com Putin, que de comunista nada tem.

Se são dirigentes do PCP que fazem uma outra análise aos acontecimentos e que afirmam que o que é necessário neste momento em vez de armas é a paz, são uns Putinistas envergonhados que atrás do discurso pacifista sentem saudades da URSS.

Este discurso anti Russo vem ainda carregado do ódio que sempre tiveram contra a Revolução de Outubro de 1917 e contra os Revolucionários que tiveram a coragem de intentar a construção de um Mundo Novo.

 

 Luísa de Sousa  12.07.2022

Por mais que dê volta aos neurónios, não consigo perceber como alguém ainda apoia a Rússia nesta invasão à Ucrânia!

Depois temos aquelas pessoas de coração mole que veem apenas o que as televisões lhes mostram, que ouvem os comentadores que a rádio e a televisão lhes fornecem, que leem artigos de opinião carregados de preconceitos e velhas receitas anti Russas (como se a Rússia fosse ainda um monstro comunista), que são incapazes de gastarem algum tempo por dia a estudar o que aconteceu antes, e o que a história ensina.

Essas são umas Marias vai com as outras, ou não entendem o que leem, ou mais grave ainda, não querem entender.

Zé Onofre

25
Jun22

Parte VI O fascismo com os corninhos ao sol 27

Zé Onofre

                  27

 

022/06/25

 

Novo Estado do Estado Novo por Olympus Mons, em 25.06.22, no blog barradeferro.blogs.sapo.pt

 1 - Quando falo do Fascismo Cultural de Esquerda que nasceu com o 25 de Abril e a força das suas meta-normas, nunca encontrei melhor exemplo do que deveria ser comum dizer em Portugal do que estas palavras do quase proscrito José António Saraiva.

O Estado Novo tinha as suas meta-normas e quem as enfrentasse tinha problemas. O Novo Estado saído do 25 de Abril tem meta-normas e quem as enfrenta também tem problemas. – Não se iludam.

O Estado Novo começou como uma coisa boa e depois foi azedando… 2 - o Novo Estado do 25 de Abril (a) começou como uma coisa boa e depois (b) foi passando a ser mais um lastro ao futuro das novas gerações do que qualquer outra coisa.

O facto de devermos muito ao 25 de Abril… significa que temos que agradecer até quando e quantas vezes é suficiente? Mil? 1 Milhão? É que já vai em bilião. - CHEGA?

3 - O 25 de Abril não inventou a democracia e liberdade que depois foi exportado para o mundo. Não, fomos só dos últimos na Europa a adaptar o nosso sistema ao vento da história. Não fomos os primeiros, caramba!

Quem quiser falar do futuro do país tem que se perguntar:  4 - No momento em que o Novo Estado do 25 de Abril já tem a mesma idade que o Estado Novo será que não se está a comportar para com as pessoas que o desafiam como o Estado Novo se comportava para com as pessoas que o desafiaram?

Isto claro tendo em atenção que não estamos nos anos 60 de século passado, estamos em 2022! -  Honestamente, como se medirá a diferença?

 

C.1 Quando falo do Fascismo Cultural de Esquerda que nasceu com o 25 de Abril.

 

Há frases que não passam de balões lançados ao vento. Rebentados são ar, são vento, apenas gongóricas que nada querem dizer, porém, quem as lê, ou quem as ouve diz – “mas que bem que ele fala! Que é que ele disse?

 

C.2 o Novo Estado do 25 de Abril (a) começou como uma coisa boa e depois foi passando (b) a ser mais um lastro ao futuro das novas gerações do que qualquer outra coisa.

(a) começou como uma coisa boa

 

Grande verdade foi uma coisa boa. Depois começou a degenerar. Vamos ver quais as razões da sua degeneração.

1- Os políticos mais importantes do Salazar/Caetano, a começar por Américo Tomás e Marcelo Caetano, deixaram-nos partir para o exílio sem julgamento.

2 - Aos Patrões monopolistas, deixaram-nos pôr o dinheiro a salvo na Suíça, descapitalizando as empresas.

3 - A gente da PIDE pode circular livremente, criar estruturas de extrema-direita, e quando chegou a altura de serem julgados os maiorais já estavam do lado de lá da fronteira.

4 - Aos que foram a julgamento penas irrisórias para quem prendeu, torturou e matou.

5 - As Tropas colonialistas deixaram-nos andar por aí sem se lhes pedirem contas dos massacres e "crimes" contra os nativos das colónias.

6 - O secretário-geral do PS Mário Soares tinha como conselheiro o sr. Frank Carlucci, diplomata agente da CIA que tinha andado pelo Chile antes e durante e pós 11 de setembro de 1973 que instituiu a ditadura de Pinochet.

7 - O mesmo Mário Soares "meteu o socialismo na gaveta" e abrigou sob o seu “chapéu” tudo à sua direita desde o PPD ao CDS, ao MIRN e ao ELP de Spínola e companhia colonial/fascista.

 

(b) a ser mais um lastro ao futuro das novas gerações

1- O PS, PSD, e CDS para amarrarem os trabalhadores às ordens do Capital, metem os portugueses numa aventura chamada CEE e agora UE que é toda soberana para nos ditarem o que podemos fazer e o como fazê-lo, deixando-nos de mãos atadas.

2 - Dos três DDD - Descolonizar, Democratizar, Desenvolver.

3 - O D de Democracia está amputada da livre escolha dos portugueses empurrados para um bipartidarismo imposto que menoriza o papel do Parlamento e afunila as opções de voto dos portugueses.

4 - O D do Desenvolvimento foi entregue aos senhores de Bruxelas que ditam qual o caminho que podemos ou não trilhar.

5 – Resta o D de Descolonizar. Para Descolonizar havia que reduzir ao mínimo as Forças Armadas. que abandonar todas as Alianças Militares onde estávamos e lutar com todos os Povos para o Desarmamento.

Nada disto foi feito. As Forças Armadas não são independentes são comandadas a partir dos quartéis-generais da OTAN.

Livres da "nossa guerra colonial", o Governo Português foi obrigado a que soldados portugueses fossem ser Colonialistas ao serviço dos EUA/OTAN na Sérvia.

Durão Barroso, depois de ser mordomo na ilha Terceira de Bush, Tony Blair, enterrou-nos no Iraque.

A seguir mandaram-nos marchar para o Afeganistão. Hoje mandam-nos para as fronteiras da Ucrânia.

No dia em que se decidiu que tropas portuguesas iriam para a Sérvia estava morto o terceiro D de Descolonizar e com ele o 25 de Abril de 1974 que  

começou como uma coisa boa, como diz.

 

C.3 - O 25 de Abril não inventou a democracia e liberdade que depois foi exportado para o mundo.

Grande verdade. Dizem que a democracia nasceu na Atenas clássica.

Era uma Democracia pura para:
a) Quem não fosse escravo

  1. b) Quem não fosse mulher
  2. c) Apenas quem fosse homem e casado.

Foi esta a democracia que os antigos Atenienses nos legaram.

No século XVIII, com os ideais liberais nascia uma nova democracia, na América do Norte, depois de se tornarem independentes da Inglaterra.

Começa assim a Constituição Democrática dos EUA

- Todos os homens nascem livres e iguais.

  1. a) menos os escravos
  2. b) menos os nativos que foram expropriados das suas Terras.
  3. c) menos as mulheres.
  4. d) menos os homens que não tivessem uma renda mínima que a constituição fixava.

Não foi o 25 de Abril de 1974 que inventou esta democracia, felizmente.

Infelizmente foi encaminhado para ela, pelos que tiveram medo de dar um salto em frente e criar novos caminhos.

  1. 4 - No momento em que o Novo Estado do 25 de Abril já tem a mesma idade que o Estado Novo será que não se está a comportar para com as pessoas que o desafiam como o Estado Novo se comportava para com as pessoas que o desafiaram?

 

Não a esse ponto ainda não chegamos.

Qualquer um pode expressar livremente o que pensa.

Qualquer um pode ir protestar para a praça frente às residências oficiais do Presidente da República e do Primeiro Ministro e de qualquer Ministro, Frente à Assembleia da República.

Pode livremente manifestar-se contra a OTAN, contra os EUA, contra a UE, contra a Rússia, contra a China, contra a PSP, contra a GNR …

Pode livremente manifestar o seu apoio à OTAN, aos EUA, à UE, da Rússia, da China, da PSP, da GNR … tendo uns e outros a certeza que atrás de um candeeiro, de uma árvore, de uma esquina, ou até do seu meio, se erga um PIDE que o leve preso.

Ainda não regredimos tanto.

 

Para concluir. O que tenho vindo a observar é que os salazaristas escondidos no seio dos partidos que

defendem uma sociedade Liberal estão a sair das tocas onde se têm escondido durante estes quarenta e oito anos de democracia e de lá, onde se escondiam ajudaram a trazer-nos até aqui, para agora exigirem tudo.

13
Jun22

Parte VI - O fascismo com os corninhos ao sol 26

Zé Onofre

                    26

 

022/06/13

 

Sobre Emmanuel Macron: os seus e também nossos desafios, Victor Ângelo, em 10 Junho 2022

 

1 - […] Emmanuel Macron precisa de uma maioria presidencial na próxima Assembleia Nacional. Ou seja, de uma vitória da Ensemble, a coligação de partidos centristas que o apoia.

C – Do alto da sua cátedra, defensora da continuidade da Europa Capitalista, cada vez mais próxima do ideário Nazi/Fascista, sr. Victor Ângelo debita um conjunto de ideias que de Novo já nada trazem.

Para o sr. Victor Ângelo Macron, o menino bonito do “Centrão Europeu” tem que ganhar, não por ser um governo interessado na defesa dos trabalhadores, não por ser um governo que queira afastar o perigo Fascista que aumenta na Europa – se o sistema eleitoral francês fosse democrático (dentro do que os liberais capitalistas chamam de democracia) o partido de Le Pen não teria menos deputados que um partido menos votado.

Para o sr. Victor Ângelo Macron tem de ganhar porque a alternativa será uma Coligação de Esquerda.

 

2 - […] Mas, acima de tudo, porque a alternativa seria uma coligação dominada por Jean-Luc Mélenchon, um narcisista lunático e demagogo, que propõe um programa irrealista. Nouvelle Union populaire écologique et sociale, Nupes, assim se intitula a amálgama que Mélechon conseguiu construir. […]Os outros parceiros estão lá como pau de cabeleira: […]  ecologistas, […] velho Partido Socialista […] e […] comunistas.

C – Aqui, nesta argumentação, o sr Victor Ângelo começa por caracterizar o que é para ele o NUPES. Primeiro começa por caracterizar Mélenchon como um dirigente narcisista lunático e demagogo.

De seguida, enquanto os apoiantes de Macron são uma Coligação de partidos do Centro, os apoiantes de Mélanchon são uma amálgama.

Como se vê um comentário totalmente isento de parcialidades partidárias e ideológicas.

Quanto que ao programa eleitoral do sr. Macron não tece qualquer adjectivação, já ao programa defendido pela NUPES adjectiva-o de irrealista sem apontar uma linha programática que seja desse programa.

Nada preconceituoso, como se pode concluir, este sr. Victor Ângelo.

 

3 - É uma coligação em que os extremistas ditam as regras do jogo e definem as balizas programáticas. […] A esquerda moderada limita-se a uma colagem oportunista […] Nupes é exatamente o contrário do que aconteceu em Portugal […] nos últimos anos. Aqui, os socialistas tratavam da agenda e os radicais eram convidados a bater palmas, quando necessário e sem o exercício do poder executivo. […]

C – Para o Sr. Victor Ângelo uma coligação não é uma parceria entre iguais, mas deveria ser um Partido que Ditasse as suas regras enquanto os parceiros se limitariam a aplaudir, de cu sentado nas cadeiras, e de vez em quando dizer em eco – apoiado, bravo, muito bem.

Assim de facto seria uma colagem oportunista.

Ainda não contente, com a adjectivação já feita à NUPES, o sr. Miguel Ângelo mais uma vez com o entendimento cego pelas “ideias feitas” diz que a NUPES é formada por “esquerda moderada” e “esquerda radical”, e afligi-o que em França possa haver um Governo com um Programa diferente “ao mesmo” que os social-democratas e os conservadores apresentam alternativamente

 

4 - Se Mélenchon e os seus obtivessem a maioria parlamentar, a França entraria numa fase de populismo que levaria à explosão da dívida pública e acabaria na bancarrota. […]

C – Para o sr. Victor Ângelo ou é Macron, ou o dilúvio.

Que me lembre quem tem levado os Estados à banca rota nunca foram partidos a que o sr. Victor Ângelo chama de “Esquerda Radical”, mas sim governos fiéis seguidores das políticas conservadoras primeiro da CEE e agora da EU. E não nos esqueçamos que a crise que assolou o Capitalismo foi provocada pela Finança Capitalista Bancária, e quem pagou os roubos feitos pelos Banqueiros foram os trabalhadores, porque os Capitalistas tinham o seu bem guardado nos paraísos fiscais.  

 

5 - Com Mélenchon, à crise financeira seguir-se-ia uma crise política, com sérias repercussões na Europa, tendo em conta o papel central que a França desempenha na UE.

C – Para começar o sr. Victor Ângelo deveria dizer a quem afectaria a crise financeira que profeticamente anuncia – seria crise financeira para os trabalhadores, que nela vivem desde que o Capitalismo é Capitalismo, ou aos Capitalistas habituados a provocarem crises para com elas lucrarem ainda mais.

E a crise política anunciada como um cataclismo seria a crise do Centrão, cada vez mais prisioneiro das teses NAZIS da Srª Le Pen, ou um avanço numa política direccionada para servir quem  trabalha e não para os interesses do costume?

 

6 - Repito: para o bem da França e a tranquilidade de quem acredita no projeto europeu, é essencial que o movimento que apoia Macron obtenha a maioria absoluta. Mas como já aqui disse, Macron tem de ser visto como um reformista próximo das preocupações populares. […]

C – Aqui o Sr. Victor Ângelo confessa-se o Profeta Servil dos interesses Capitalistas da EU.

Aqui nestas poucas linhas aconselha o sr. Macron, a ser fiel seguidor do Capital Financeiro Especulativo Explorador dos trabalhadores, mas a dourar essa política com umas pinceladas de das preocupações populares.

E depois a NUPES é que é Populista, não é sr. Victor Ângelo?

 Zé Onofre

10
Jun22

Parte VI - O fascismo põe os corninhos ao sol - 25

Zé Onofre

                   25

 

022/06/10

 

Junho 09, 2022

*CONSIGO & COMIGO*

A ‘Federação Russa’ que se prepare

João Alves

 

 “Os nossos objetivos são claros, queremos salvar as pessoas da pressão do regime neonazista” … 

Não é a primeira vez que um Estado diz que intervém, ou vai intervir noutro Estado com o mesmo argumento.

1Estamos no Iraque para derrubar um ditador e instalar um regime democrático. Não me lembro que tenha sido a Federação Russa a fazer este discurso.

Que Estado terá usado este argumento. Ah, pois os EUA.
Consequências – milhares de mortos; julgamento com a sentença já dada, morte por enforcamento de Sadam Hussein; exclusão do partido Sunita do processo eleitoral; destruição de documentos históricos com mais de quatro milhares de anos; roubo de documentos históricos para serem vendidos no mercado negro; instalação no Iraque do Califado Islâmico; instabilidade política que dura até hoje.

Não me consta que o exército invasor tenha sido julgado no Tribunal Penal Internacional.

2 – Estamos na Líbia para derrubar o ditador Kadhafi e instaurar um regime democrático. Quem foi que disse, quem foi? Os EUA e a OTAN.

Consequências: assassinato de Kadhafi à boa maneira do faroeste; início de uma guerra tribal que dura até hoje; milhares de mortos.

3 – Desintegração da Jugoslávia.

Quem foi que reconheceu a Croácia como república independente, mesmo antes da ONU? A Alemanha.

A seguir foi a Eslovénia, a Macedónia do Norte, a Bósnia Herzegovina. Restava a Sérvia e o Montenegro que durante um tempo formaram a república Jugoslava. Estavam os EUA e a OTAN satisfeitas? Não. Era necessário dobrar a espinha à Sérvia que se mantinha fiel a uma Jugoslávia Unida no seguimento do espírito de Tito (que até era croata).
Uma ofensa para os EUA/OTAN/EU, que restasse um pouco da Jugoslávia formada pela guerrilha Comunista que tinha derrotado os Nazis.

Para derrotarem a Sérvia os EUA/OTAN apoiam com armas, dinheiro e treino militar um suposto Exército de Libertação do Kosovo formado por albaneses kosovares e outros da Albânia.

Como qualquer Estado a Sérvia defende-se (pelos vistos o direito Internacional dava-lhe esse direito). Os EUA/OTAN

com pretexto de protegerem os kosovares atacam a Sérvia. Lançam bombas sobre Belgrado, matam civis inocentes, atingem a embaixada chinesa, destroem pontes, estradas, vias férreas e assim obrigam a Sérvia a abandonar o Kosovo. Que me lembre não houve julgamento de crimes de guerra cometidos pelos invasores.

Concluindo - a Federação Russa fez muito mal em seguir os exemplos e as aulas dos criminosos dos EUA/NATO tornando-se tão criminosa como aqueles.

Zé Onofre

 

09
Jun22

Parte VI O fascismo com os corninhos ao sol 24

Zé Onofre

                    24

 

022/06/08

 

                     I

 

Vivemos neste calhau rolante,

Ponto azul no espaço sideral,

A uma velocidade estonteante

Convictos que temos algo de especial.

 

Pobre Homem, grão de pó insignificante

Daquele calhau a tantos outros igual,

Que com uma postura tão arrogante

Se pensa como único senhor Universal.

 

A humanidade, montículo de pó sem valor,

É governada por uma pequena casta

Que simula, engana e explora sem pudor

 

Os outros homens que a seus pés se arrasta.

Uns acham que é natural sofrer esta dor.

Outros lutam contra quem do seu sangue pasta.

 

                             II

 

Esta exploradora casta acha-se igual

A Deuses olímpicos. Como eles, decidem,

Na sala onde reúne o Concílio celestial,

Qual o corpo sacerdotal que lhes convém. 

 

Tem que ser governo com sabedoria tal,

Que saibam governar e convencer também

A pobre manada, que é ela, que com seu aval,

Que escolhe o governo que agora tem.  

 

Se por acaso as coisas se descontrolam

Os tais Deuses do Olimpo depressa agem

E os governos fiéis ao Olimpo convocam
 

Para levarem o povo ao caminho do bem.

Estes intervêm e na bagagem já levam

O ditador que aos Deuses convém.

 

                          III

 

A este grupo, de ser divindade convencido,

Não interessa de onde vem o ouro acumulado

Se de um povo por uma ditadura espremido,

Ou se dum povo em democracia escravizado.

 

O importante é que ele seja conduzido

Às grutas onde os ladrões estão ocultados.

Sabe-se que é lá que está escondido,

Deixa um rasto de sangue no caminho plasmado.

 

O sangue que lá entra, por artes de alquimia,

Tocados pelas mãos dos Deuses do Capital 

É transformado em ouro comlo que por magia,

 

 Faz esquecer que é feito da seiva vital

Da humanidade sacrificada em orgia

À casta que vive do sangue do seu igual.

 

                          IV

 

Ai de quem se atrever esta Casta enfrentar.

De tudo será chamado, e de tudo acusado

De inimigo de Deu$ e de profanar o altar

Do templo onde o ouro é acumulado.

 

São pessoas que não querem trabalhar,

Que querem viver do trabalho suado

Por outros, ou querem é roubar

O que um pobre coitado tem acumulado.

 

Para estes há apenas uma só solução,

Se a perseguição policial não chegar,

É cortar-lhes o pio, metê-los na prisão.

 

Esses, um dia derrotados, foram-se acoitar

À vista de todos. Mostram agora quão

Fascista é a democracia parlamentar.

 

                          V

 

Esta casta que em tudo que põe a mão

Tomam como se fosse de direito seu.

Pegam-no da boca que não tem pão,

Ou de quem com trabalho o mereceu.

 

Para estes não há, mas nem senão,

Existe apenas o possessivo é meu

Quer seja de acordo posto na sua mão,

Ou lhe seja entregue por capataz seu.

  

Querem lá saber da humanidade,

Da democracia que a todos querem impor.

Buscam o ouro em qualquer quantidade

  

Venha manchado de sangue ou de suor.

Venha ele da exangue humanidade

Ou da Natureza em seu estertor.

  Zé Onofre

24
Mai22

Parte VI O fascismo com os corninhos ao so 23

Zé Onofre

               23

 

022/05/24

 

Dizem, meu amigo,

Que o luar

É bom luzeiro

Para quem andar

Com passo certeiro.

 

Os senhores sabichões

Andam muito atarefados

A correr pelas televisões

A vender textos estudados.

Acontece que às vezes

De tanto os repetirem,

Meses atrás de meses

Sai-lhes verdade sem a sentirem.

 

Saltam de TV em TV

E da TV para o Jornal

Que a gente logo vê

Que algo cheira mal.

Como conseguem na correria,

Produzir tantos textos, assim?

Vão buscá-los à mesma secretaria

Que os fotocopiam, enfim!

 

Não percebem os figurões

Que ao lerem textos estudados,

Fazem um frete aos patrões,

E os estão a ajudar a serem roubados.

De que massa são feitos estes jornalistas?

Que não analisaramm, não criticaram,

Fazem o jogo dos fascistas,

Quando pensam que os verberaram.

 

Ouvem-se tantos opinadores

Em variados meios de comunicação

Que nos querem fazer crer, os doutores,

Que é plural a comunicação.

Fazem-no com um sentimento

Com tanta sobriedade

Que pensam que o fingimento

É de facto a verdade.  

17
Mai22

Parte VI - O fascismo com corninhos ao sol 22

Zé Onofre

                   22

 

022/05/17

 

Muitos dos comentadores que se fazem ouvir,

Parece-me que de comentadores pouco têm.

Não contradizem, não criticam, não analisam.

Parece que leem o discurso que agora convém.

 

De certeza que não é com medo da censura

Do Salazar e do Caetano, isso é passado.

Já não há fascistas muito zelosos,

De lápis azul, grosso e muito bem aparado.

 

Sou então levado à triste conclusão

De optar por duas opções pouco distintas.

Ou são os velhos censores que agora opinam,

Ou então venderam-se aos Capitais Imperialistas.

 

Tratam-nos como se fôssemos crianças.

Apresentam-nos a dura realidade

Como quando tínhamos dez anos,

De um lado estão os Mouros, do outro a Cristandade.

 

Tratam-nos como se tivéssemos doze anos

Quando nos serviam a história fatia a fatia.

Em 476 caiu o Império Romano,

Logo nesse dia começou a Idade Média.

 

Tratam-nos como uns pobres tontos.

Apresentam-nos os factos sem um só antecedente.

Tudo começou naquele dia, hora, minuto e segundo,

Como acto aleatório de uma cabeça demente.

 

Conseguem à força de tanto martelar

Uma música, muito bem ensaiada,

Que nos fazem alunos da primária

Quando aprendemos a tabuada.

 

E a concorrência é feroz na televisão.

Num canal falam com A e depois com B,

Noutro canal falam com B e depois com A,

Até dá saudades do tempo de uma só TV.

  Zé Onofre

08
Mai22

Parte VI - O Fascismo com os corninhos ao sol - 1

Zé Onofre

                            1

 

“Ensaio sobre a Cegueira” e “Ensaio sobre a Lucidez”.

Uma pequena ajuda para se ter um pouco mais de conhecimento sobre o evoluir dos acontecimentos no pós-Guerra 1939-45, antes de se emitirem opiniões menos carregadas de preconceitos e de unilateralismo

 

QUEM É QUEM NA INDÚSTRIA DA MORTE

I - Guerras após a 2ª Guerra

 

1946/54 – 1ª Guerra da Indochina

 

Luta pela Independência da Indochina

[França. EUA. UK. Camboja.  X Viet Minh. Pathet Lao. (China apoia o Viet Minh)]

 

1950/53 – Guerra da Coreia

 

EUAN não aceita a proclamação da República Popular da Coreia por parte das Comissões Populares formadas no Final da 2ª Guerra. Querem impor um governo composto por militares Japoneses que tinham invadido a Península e pelos seus colaboradores Coreanos.

[Coreia do Sul. EUAN. UK. Austrália. Bélgica. Canadá. Filipinas. Colômbia. Etiópia. Grécia. Luxemburgo. Holanda. Nova Zelândia. Tailândia. Turquia. Guatemala. X Coreia Norte. Apoiada pela URSS. China.]

 

1953/75 – Guerra Civil no Laos

 

EUAN financiam o orçamento do Laos. Em 1957 pagavam os ordenados do exército 1959 os EUAN enviam militares como civis para treinarem o exército do Laos.

EUAN financiam o orçamento do Laos. Em 1957 pagavam os ordenados do exército 1959 os EUAN enviam militares como civis para treinarem o exército do Laos. 

[Reino do Laos. EUAN. Vietname do Sul. Tailândia. Taiwan - X - Pathet Lao. Vietname do Norte. URSS. China]

 

1958 – Guerra do Líbano

 

Guerra pelo controlo do Governo

[Governo do Líbano. EUAN – X – Oposição Libanesa. PCL. PSP]

 

1959/75 – Guerra do Vietname

 

Luta pela Independência do Vietname do Sul e Unificação do Vietname

[Vietname do Sul. EUAN. Coreia do Sul. Austrália. Nova Zelândia. Tailândia. República Kmer. Reino do Laos. – X - URSS. Bulgária. RDA. Hungria. Polónia. Vietname do Norte]

 

1965/73 – Guerra do Vietname

 

 Continuação da luta de Libertação e Unificação do Vietname

 [Vietname do Sul. EUAN. Coreia do Sul. Austrália. Nova Zelândia. – X – Vietname do Norte. Viet Cong. Kmer Vermelho. Pathet Lao]

           

1967/75 – Guerra Civil do Camboja

 

Luta pelo governo do Camboja

[Reino Camboja. EUAN. EUAN. Vietname do Sul – X - Kmer verrmelho. Kmer Viet minh. Vietname do Norte. Viet Cong]

 

1975/007 - Conflito Hmong

 

A etnia Hmong leal ao reino do Laos, apoia primeiro a França e de seguida os EUAN, na guerra civil do Laos e contra o Vietname do Norte, do Viet Kong e do Pathet Lao. Em 1975 com a vitória do Vietname a guerrilha Hmong continuou a sua luta contra o governo do Laos até que foram vencidos, apesar do apoio dos EUA até 1990. A partir daí refugiaram-se nas selvas do Laos o de têm sobrevivido com enormes carências alimentares, saúde… Os governos do Laos mantêm-nos isolados do mundo.

[Hmong. EUAN – X - Vietname. Laos]

 

1977/78 - Guerra de Ogaden

 

Ogaden é um território etíope de maioria somali. A Somália pretendia unir todos os somalis formando a grande Somália. A União Soviética que apoiava a Somália passou a apoiar a Etiópia. Por sua vez os EUAN fizeram o processo inverso.

[Etiópia. URSS. Cuba – X - Somália. EUAN]

 

1977/91 – Guerra Vietname – Camboja

 

O Governo do Camboja alinha-se cada vez mais com a RP da China e reivindica uma parte do Vietname. Os vietnamitas residentes no Camboja são “convidados a sair”. Mais de 150.000 saem. Os que ficam são sujeitos a maus tratos e perseguidos. Entretanto há escaramuças em todas as fronteiras

. Nesta situação o Vietname invade o Camboja, depõe o presidente Pol Pot e Pacificam o Camboja que vivia um clima de guerra civil.

[Kmer Vermelho. EUAN. CGDK. Tailândia – X – Vietname. Funsk]

 

1979/89 – Afeganistão

 

A URSS enviou soldados para apoiarem o Governo Afegão. Os EUAN treinam e armam milícias islamitas mujahidin para combater os soldados da URSS e do Governo.

[Afeganistão. URSS – X – Mujahidin. (Armados e treinados pelos EUAN)]

 

1982/84 – Líbano

 

Expulsar a OLP do Líbano

[Força Internacional: EUAN. Itália.UK. França – X – OLP]

 

1990/91 – Guerra do Golf

 

O Iraque com o argumento de que o Kuait era uma província sua de que foi desapossado no fim da guerra – Zona tampão entre o Iraque e a Arábia Saudita – Ocupou-o.

Os EUAN fazem pressão sobre os membros do Conselho de Segurança da ONU para que aprovem uma resolução que condene o Iraque – resolução 678 – que autorizava os membros da ONU a usar “todos os meios necessários para expulsar o Iraque do Kuwait.

[Kuwait. EUAN. UK. Arábia Saudita. França. Canadá. Bahrain. Emiratos Árabes Unidos. Omã. Bangladesh – X – Iraque]

 

 1991/94 - Guerra na Abecásia

 

  Guerra separatista da Abecásia, território da Geórgia.

[Abecásia – Forças independentistas – X – Geórgia]

2008 – Guerra Ossétia do Sul, separação da Ossétia da Geórgia

 

Durante a revolução bolchevique a Geórgia apoiou os mencheviques e os ossetas aderiram à revolução. A Geórgia foi vencida e transformou-se na República Socialista da Geórgia englobando a Ossétia do Sul. Com a queda da União Soviética a Geórgia torna-se independente e logo Ossétia do Sul quer continuar na União. A partir daqui inicia-se uma guerra civil étnica entre Ossetas e Georgianos. A Rússia interveio para separar as partes em conflito.

[Independentistas da Ossétia do Sul, com o apoio da Ossétia do Norte-Atânia – X – Geórgia]

 

1992 – Transnístria

 

Luta por uma identidade. Em 1924 a Transnístria tornou-se uma entidade política autónoma com a proclamação da RSSA da Moldávia que em 1940 se tornou na RSSM incorporando parte da Bessarábia que pertencia à Roménia. A Alemanha NAZI venceu a URSS nesta região. A Roménia pró-Nazi incorporou estes territórios.

Em 1990 a Moldávia tornou-se uma república independente da URSS.

A Transnístria queria um estatuto de igualdade com a restante Moldávia. O presidente moldavo – Vladimir Varonin – apoiou esta posição da Transnístria, mas pressionado pela oposição interna, OSCE e EUAN, não assinou o acordo que também previa uma presença militar russa por vinte anos, como segurança para a Rússia.
Com a ocupação da Crimeia pela Rússia a Transnístria pediu a sua adesão à Federação Russa.

[Estado da Transnístria – X – Moldávia]

 

1992 – Ossétia do Norte

 

Um distrito da Ossétia do Norte é maioritariamente de etnia Inguche. Estes pretendem que esse distrito passe para a república Inguche-Chechena.
[Ossétia do Norte-Atânia – X - Separatistas Inguches

 

 1991 - Guerra Civil da Somália

 

Guerra entre duas fações que lutam pelo poder
[Mandato da ONU: EUAN. UK. Espanha. Arábia Saudita. Malásia. Paquistão. Itália. Grécia. Alemanha. França. Canadá. Botswana. Bélgica. Austrália. – X – fações em luta]

 

1992/97 – Guerra civil do Tadjiquistão


Manter a integridade Física do Tajiquistão

[Tajiquistão. Rússia. Uzbequistão – X - Oposição unida Tajique. Afeganistão. Talibã]

 1993 - Guerra Civil da Geórgia

Guerra Civil na Geórgia entre os nacionalistas Georgianos – Xivaístas – e o governo em exercício.

[Geórgia. Rússia. – X – Xivaístas]

 

 1994/95 - Guerra da Bósnia

 

Litígio étnico resultante do desmembramento da Jugoslávia

[EUAN. Bélgica. Canadá. Dinamarca. UK. França. Alemanha. Itália. Luxemburgo. Holanda. Noruega. Portugal. Espanha. – X - Jugoslávia. Exército Popular da Jugoslávia. República SRPSKA. Província Autónoma da Bósnia Ocidental.]

 

1994/96 - 1ª Guerra da Chechénia

 

Guerra independentista da Chechénia em relação à Rússia.

[Rússia. – X – Ichkeria. Mujahidin]

 

 1998/99 – Guerra independentista do Kosovo da Jugoslávia (Sérvia e Mongtenegro

[Espanha. Turquia. UK. Austrália. Nova Zelândia. – X – Jugoslávia]   

 

1999 -Guerra do Daguestão

 

O Daguestão sofre com uma guerrilha fundamentalista Islâmica.

[Rússia – X – Brigada Internacional Islâmica]

 

1999/009 – 2ª guerra da Chechénia

A Rússia não reconhece a independência da Chechénia.

[Rússia – X – Ichkeria. Frente Caucasiana. Mujahidin]

    2001/021 – Guerra do Afeganistão

 

Substituir o governo que resultou da queda daquele que era apoiado pela URSS, quando os soldados soviéticos se retiraram.

[Afeganistão. EUAN. Força Internacional de Assistência para a Segurança.UK. Alemanha. Dinamarca. Itália. França. Canadá. Austrália. Nova Zelândia. El Salvador. Arménia. Geórgia. Noruega Suécia. Polónia. Estónia. Roménia. Turquia. Bulgária. Hungria. Luxemburgo. Portugal. Áustria. Jordânia. Albânia. Islândia. Aliança do Norte. - X - Talibã. Al-Qaeda (Criada por Bin Laden treinado pelos EUAN para lutar contra o governo Afegão apoiado por militares da URSS.) Mujahidin (treinados e armados pelos EUAN para lutarem contra o Governo Afegão apoiados por militares da URSS)]

 

2003/011 - Guerra do Iraque

 

Foi um conflito que começou com a invasão do Iraque, por uma coalizão militar multinacional liderada pelos Estados Unidos.  O conflito aconteceu no contexto da Guerra ao Terror, lançada pelo presidente americano George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001. Para Justificar esta agressão ao Iraque acusa o governo de Saddam Hussein possuía armas de destruição massiva. Como os inspetores internacionais nada encontraram a ONU, e muitos parceiros europeus dos EUAN não apoiaram a decisão tomada pelos EUAN, Reino Unido e Espanha, numa cimeira realizada nos Açores com a presença do 1º ministro português.

[EUAN. UK. Iraque. Coreia do Sul. Itália. Polónia. Austrália. Geórgia. Ucrânia. Estónia. Holanda. Espanha. Dinamarca. – X – Iraque]

 

2004/021 – Guerra do Noroeste do Paquistão

 

Guerra no Waziristão, também conhecida como Guerra no Noroeste do Paquistão, começou porque os Talibãs, e extremistas estrangeiros se juntaram a militantes islâmicos das tribos locais, em regiões do Paquistão próximas à fronteira com Afeganistão.  

As ações paquistanesas foram apresentadas como uma parte da guerra contra o terrorismo declarada pela administração de George W. Bush, e que tinha ligações com a guerra e a insurgência talibã no Afeganistão.

 

[EUAN. Paquistão – X – Tehrik Talibã Pakistan. Loshkar-e-jhangvi.  Al Qaeda.Loshkae-e-Islam. Movimento Islâmico do Uzbequistão. Estado Islâmico do Iraque.]

 

 2008 – Guerra Russo-Georgiana 

 

Pouco mais da metade da Ossétia do Sul estava sob o controle de um governo, não reconhecido, apoiado pela Rússia.

O distrito de Akhalgori, Ossétia do Sul, era maioritariamente georgianos. Havia uma força de paz conjunta da Geórgia, da Ossétia do Norte e da Rússia presente nos territórios.

Separatistas ossetas bombardeiam aldeias georgianas que levam a uma resposta das forças de paz da Geórgia e de outros combatentes já existentes na região.

A Geórgia lançou uma ofensiva militar em uma tentativa de recuperar o território. Defendeu que respondia aos ataques contra suas forças de paz e aldeias da Ossétia do Sul e que a Rússia movimentava unidades não pertencentes à manutenção da paz.

A Rússia reagiu e lançou ataques aéreos contra as forças georgianas dizendo que estas ações foram necessárias para manter a paz.

[Rússia. Ossétia do sul – X – Geórgia]

 

2009 – Insurgência no Cáucaso Norte 

 

Continuação da violência política, étnica e religiosa na região, apesar do fim oficial das operações militares na Chechênia.   
A violência parece estar concentrada principalmente nas repúblicas do Norte do Cáucaso, Chechénia, Daguestão, Inguchétia e Cabárdia-Balcária.

 

[Rússia – X - Emiratos do Cáucaso. Mujahidin]

2010/ … Rebelião jihadista no Iémen

 

Parte da Guerra ao Terror. o Iémen também enfrenta uma rebelião de grupos separatistas no sul. A al Qaeda e os islamitas tomaram o controle de boa parte da província de Abyan e a declararam um emirado islâmico.

Os combatentes houthis expulsaram o presidente interino Hadi,

O poder divide-se entre  o governo Hadi e o Conselho Político Supremo dos houthis.

 

[Iémen. EUAN. – X - Al-Qaeda da Península Arábica. Al-Shabaab. Ansar al-Sharia. Estado Islâmico do Iraque e do Levante.]


2011/ … - Guerra da Líbia

 

De repente e coincidentemente três países árabes do norte de África são varridos por protestos contra os seus governos – Egito, Líbia, Tunísia. Uma estranha coincidência.

Na Líbia começou com uma onda de protestos populares contra o governo de Muammar al- Gaddafi.  

Tal como na revolução na Tunísia e na revolução no Egito, os manifestantes exigiam mais liberdade e democracia, mais respeito pelos direitos humanos com reivindicações sociais e políticas.

 

[Qatar. EUAN. Bulgária. Bélgica. Canadá. Dinamarca. França. Grécia. Itália. Holanda. Noruega. Roménia. Espanha. Turquia. Suécia. Emiratos Árabes Unidos – X – Governo da Líbia.]

 

 2014 – Guerra contra o Estado Islâmico

 

Como o grupo surgiu?O Estado Islâmico tem origem na Al-Qaeda do Iraque (AQI). O grupo ficou enfraquecido e sem recursos depois que os Estados Unidos derrubaram o ditador Saddam Hussein e declararam seu partido ilegal em 2003, marginalizando os sunitas como um todo.
Em 2011, a AQI recebeu apoio financeiro para entrar na guerra civil síria ao lado dos rebeldes – apoiados pelo Ocidente.

No mesmo ano, os EUA retiraram suas tropas do Iraque, abrindo espaço para a criação grupo, que adotou o nome Estado Islâmico do Iraque e Levante em 2013.

 

[EUAN. França. Jordânia. Marrocos. UK. Iraque. Oposição Síria. Egito. Líbia. Austrália. Bélgica. Canadá. Dinamarca. Alemanha. Itália. Holanda. Espanha. Turquia. Portugal. Noruega. Bahrain. Arábia Saudita. Emiratos Árabes Unidos. Qatar. – X – Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Frente al-Nusla]

 

2014 - Crise da Crimeia

 

A Crimeia de 1921 até 1945 foi a República Socialista Soviética Autónoma da Crimeia.

Em 1954,  Nikita Khrushchev transferiu a Crimeia para a República Socialista Soviética Ucraniana

No final de 2013, há manifestações contra o governo do presidente Viktor Yanukovych recusa.se a assinar um acordo de associação com a União Europeia.

O parlamento ucraniano realiza um julgamento político que destitui o presidente Yanukovych sob acusação de "abandonar o cargo" após este viajar de Kiev para Kharkiv.

[Rússia – X – Ucrânia]

2014 – Guerra da Ucrânia

 

No final de 2013, há manifestações contra o governo do presidente Viktor Yanukovych que se recusa a assinar um acordo de associação com a União Europeia. A parte Oriental da Ucrânia, de maioria Russa, sente-se descriminada pelo Governo Ucraniano saído da destituição de Viktor Yanukovych e depois de várias lutas com o novo Governo, declara a independência. O governo da Rússia dá apoio a esta tomada daqueles russos.

A OTAN aceita o pedido ucraniano para a sua adesão à Aliança militar.
 Segundo o presidente russo James Baker ter-se-ia comprometido verbalmente a não expandir a influência da OTAN pelo Leste Europeu, com o então líder soviético Mikhail Gorbachev, em troca, a URSS teria que aceitar a unificação da Alemanha e que a antiga RDA faria parte da OTAN.

Em 2014, Gorbachev em uma entrevista, disse que "O tema da 'expansão da OTAN' não foi discutido e não foi abordado naqueles anos". negou em uma entrevista que houve um comprometimento formal dos EUA para evitar o avanço da OTAN.

Disse ele ao jornal Rússia Beyond. "Uma questão que levantamos e que foi discutida foi garantir que as estruturas militares da OTAN não avançassem e que forças armadas adicionais não fossem implantadas no território da então República Democrática Alemã após a reunificação. A declaração de Baker foi feita nesse contexto."

No entanto, Gorbachev disse acreditar que, apesar de a expansão da OTAN não trair promessas concretas, ela desrespeita o espírito do que estava sendo acordado naquele momento.

"Foi um grande erro desde o início. Foi definitivamente uma violação do espírito das declarações e garantias feitas a nós em 1990".

As críticas em relação ao avanço da OTAN não são uma exclusividade de vozes russas.

George Kennan, um dos diplomatas americanos mais influentes no período de oposição à URSS, classificou a expansão da OTAN na Europa Central como "o erro mais fatídico da política americana em toda a era pós-Guerra Fria".

[Rússia. Nova Rússia (repúblicas proclamadas pelos russos residentes no leste da Ucrânia. – X – Ucrânia]

 

II – INTERVENÇÕES ESTRANGEIRAS NOUTROS ESTADOS

 

1945/50

 

Estado Intervencionado – Coreia

Estado Interventor – EUAN

 

Comissões Populares no pós-guerra, proclamam a República Popular da Coreia em toda a Península. Os militares dos EUAN não aceitam a nova República e ocupam o território a sul do Paralelo 38 N. Querem impor um governo formado por militares e civis japoneses – da ocupação – e seus colaboradores coreanos. Este facto deu origem à Guerra da Coreia.

 

1946/49

Estado Intervencionado – China

Estado Interventor – EUA

Dão apoio militar e logística e outras ao Partido Nacionalista Chinês – Chiang Kai-Shek - que se opunha ao Partido Comunista da China. Vencido na China Continental refugiou-se na ilha Formosa /Taiwan.

 

 1946/49

 

Estado Intervencionado – Grécia

Estado Interventor – EUA. Reino Unido

 

Churchill e José Stalin acordam que a Grécia fique sob influência Ocidental.

O Exército de Libertação da Grécia que havia libertado quase todo o país dos Alemães Nazis, continua a guerra contra o exército do Reino. Este apela aos EUAN que deram apoio militar.

 

1947

 

Estado Intervencionado – Itália

Estado Interventor – EUA
 

No governo formado após a guerra o Partido Democrata Cristão está a perder terreno para o Partido Comunista Italiano. O primeiro Ministro Gaspari -Democrata Cristão demite os ministros comunistas– por pressão dos EUAN com a ameaça que apenas assim darão o apoio do Plano Marshall.

A CIA doa 1 milhão de dólares para os partidos centristas.

A CIA forja cartas para desacreditar os dirigentes comunistas.

A CIA no total gastou 65 milhões de dólares para evitar a eleição dos Comunistas nas eleições de 1948.

                                                          

1950/68

 

Estado Intervencionado – Líbano. Japão. Filipinas

Estado Interventor – EUA

 

Interferência nas Eleições destes Países para eleger governos favoráveis aos seus interesses.

No Líbano apoiou Partidos Cristãos.

 

 1951

 

Estado Intervencionado – Egito

Estado Interventor – EUA

 

Kermet Roosevel Jr. Tenta convencer o rei Farouk I a juntar-se aos EUA. Se fizesse uma política antissoviética e eles modernizariam o Egito. O rei não aceitou. Então conspiraram com militares egípcios que derrubaram a monarquia, implantaram a república assumindo a presidência Gamel Abdel Nasser.

 

1953

 

Estado Intervencionado – Irão

Estado Interventor – EUA Reino Unido.

 

Mohamed Mosaddeg, eleito democraticamente, pretendia nacionalizar o petróleo. O Reino Unido e os EUAN orquestraram um golpe de estado que derrubou o governo. O Irão que era uma monarquia constitucional transforma-se num Reino autoritário sob Reza Pahlavi, que de rei constitucional se transformou em rei autoritário.
Virá a dar origem à Revolução Islâmica de Khomeini.


1954

 

Estado Intervencionado – Guatemala

Estado Interventor – EUA.

O presidente Jacobo Ártenz – democraticamente eleito tem uma política que não serve os interesses dos EUA. Estes executam um golpe que derruba Jacobo, e instala como presidente Carlos Castilho Arma que iniciou um longo período de ditadura.

 

1956

 

Estado Intervencionado – Hungria

Estado Interventor – URSS.

 

Na Hungria, país membro do recém-formado Pacto de Varsóvia, há uma revolta para mudança de Governo e de Regime.

A URSS Intervém com a ajuda da AVH – autoridade de proteção do estado.

 

1956


Estado Intervencionado – Síria

Estado Interventor – EUAN (CIA).

 

CIA prepara golpe de Estado. Foi adiado porque, entretanto, Israel invadiu o Egito

 

1957

 

Estado Intervencionado – Síria

Estado Interventor – EUA (CIA).

 

CIA assassina altos oficiais Sírios, encenando incidentes militares na fronteira responsabilizando a Síria e invocar esse motivo para a invadir por tropas Iraquianos e Jordanos.

Oficiais militares Sírios, pagos com milhões da CIA para levar a efeito o golpe, revelam o complot.

 

1957/59/61/65/67

 

Estado Intervencionado – Indonésia

Estado Interventor – EUAN
 

Sukarno, presidente da Indonésia funda com outros governos o Movimento dos não-Alinhados, preferem manterem-se neutros em relação ao bloco Soviético e Ocidental.

Oficiais da CIA pilotando aviões de fachada – Civil Air Transport – bombardeiam alvos civis e militares.

Alvejam os navios mercantes para não se aproximarem da Indonésia.

Oficiais subalternos do exército e o comandante do Palácio do Presidente Sukarno acusam altas patentes do exército de prepararem um golpe de estado apoiado pela Cia. Devido a esta denúncia são mortos seis generais. EUAN Conspiram com outros generais para derrubar SuKarno. – Que foi cofundador do Movimento dos não-Alinhados desafeto (considerado perigoso pelos EUAN).

Mohammad Suarto acusa o PKI e os oficiais subalternos de orquestrar a morte dos generais.

O embaixador Marshall Green, dos EUA, encoraja a repressão. Em 1967 Sukarno é obrigado a abandonar o poder para o general Suarto. 

 

1958

 

Estado Intervencionado – Líbano

Estado Interventor – EUA. Egito

 

Doutrina EIsehnower – Os EUA devem intervir nos países em que o Comunismo Internacional possa vencer. – Por isso intervêm para reforçar o “governo amigo” de Camille Chamoun contra a oposição interna apoiada pela Síria e Egito

 

1959

 

Estado Intervencionado –   Iraque
Estado Interventor – EUA.

 

Tentativa de assassinato do primeiro ministro Iraquiano Abd al-Kasim, envolvendo o jovem Saddam Hussein.

 

1960

 

Estado Intervencionado –   LAOS
Estado Interventor – EUA. Tailândia

O capitão paraquedista Kong Lee, à frente do seu batalhão, toma Vientiane com o objetivo de terminar  a guerra civil e com a interferência estrangeira no país.

Com o apoio da CIA Sarit Thanarat, 1º ministro da Tailândia, promove um golpe contra o governo neutralista de Kong Lee.

Em 1960/NOV Vientiane é tomada pelos golpistas.

 

1961

 

Estado Intervencionado – República Popular do Congo
Estado Interventor – EUA.

 

Em janeiro o primeiro ministro Patrice Lumumba – eleito democraticamente – foi assassinado por Mobutu Sese Seko na sequência de um golpe de Estado preparado pela CIA sob o governo de Eisenhower.

 

1961

Estado Intervencionado – Cuba (Invasão de Cuba pela “Baía dos Porcos”)

Estado Interventor – EUA. (através dos cubanos emigrados na Florida treinados pela CIA e por ela armados)
 

Tentativa de derrubar o governo revolucionário cubano devido à reforma agrária que mexia com interesses Estado-unidenses.

Após este falhanço os EUAN tomam medidas contra Cuba.

- Embargo Económico que dura até hoje.

- Infiltração de agentes da CIA para sabotarem alvos civis – pontes ferroviárias. Armazéns de melaço. Centrais elétricas. Colheitas de açúcar.

- Várias tentativas para derrubar o governo cubano assassinando Fidel Castro, em colaboração com a Máfia Americana.

 

1961/64

 

Estado Intervencionado – Brasil

Estado Interventor – EUAN

 

Perante isto o governo dos EUAN desestabiliza o governo do Brasil com

- Corte de ajuda.

- Apoio aos governadores de Estados oponentes ao Governo Federal.

O general Castelo Branco chefia um golpe militar que depõe João Goulart em 1964/abr

- EUAN retoma a ajuda e investimentos no Brasil.

 

1963

 

Estado Intervencionado – Iraque

Estado Interventor – EUA

 

Golpe de Estado levado a cabo pelo partido Baath (Saddam Hussein). Embora não haja certeza da participação dos EUAN, o certo é que apoiaram o novo governo.

Este governo fez um expurgo comunista, repressão sobre os Curdos e civis iraquianos que se lhe opunham

A embaixada dos EUA fez listas de comunistas que fornecia aos membros da Guarda Nacional Iraquiana, treinada nos EUA.

 

1963

Estado Intervencionado – Vietname do Sul
Estado Interventor – EUA

 

EUAN, aliado do Vietname do Sul, descontentes com o presidente Ngo Dinh Diem prepararam o seu derrube sob o comando do embaixador – Henry Cabol Lodge Jr. Diem foi assassinado juntamente com o seu irmão Ngo Dinh Nhu.

 

1965/66

 

Estado Intervencionado – República Dominicana
Estado Interventor – EUA

 

O presidente Juan Bosch é derrubado por um golpe de Estado liderado por Donald Reide Cabral.

Inicia-se uma guerrilha constitucionalista para repor Juan Bosch na presidência.
Com a operação Power Pax os EUAN introduzem soldados para “servirem de tampão” entre o governo golpista e a resistência constitucionalista. Lyndon B. Johnson a conselho do seu embaixador bloqueia a ilha com 41 embarcações, desembarca na ilha 42000 soldados que ocupam S. Domingos.

1967

 

Estado Intervencionado – Grécia

Estado Interventor – EUA

Algumas semanas antes das eleições presidenciais de abril de 1967 militares de direita chefiados pelo brigadeiro-general Skylianos Pattakase os coronéis George Papadopoulos e Niklaos Makarezos tomam o poder.

Pequenas unidades móveis prendem políticos importantes, figuras da autoridade, e cidadãos suspeitos de simpatias de esquerda que faziam parte das listas fornecidas pela CIA.

Gustav Avracotos, oficial de alto escalão da CIA era próximo dos coronéis.

- O senador Lee Metcalf criticou Jonhson por apoiar um Governo NAZI.

- O embaixador Philips Talbot desaprovou o golpe.

 

1968

Estado Intervencionado – Checoslováquia

Estado Interventor – URSS. Bulgária. RDA. Hungria. Polónia

 

O governo checoslovaco, membro do Pacto de Varsóvia, tenta um aligeiramento do Regime. Os outros membros do Pacto, comandados pela URSS, invadem a Checoslováquia para o evitar.

 

1971

Estado Intervencionado – Bolívia

Estado Interventor – EUA

 

Governo dos EUA apoia o golpe de 1971que depôs o presidente Juan José Torres, substituído por Hugo Banzer. Torres desagradou os EUA devido a uma convocatória de uma Assembleia Popular formada por mineiros, professores, estudantes, camponeses – uma viragem à esquerda na ótica dos EUA.

Com o triunfo do golpe os EUA deram uma grande ajuda militar. A ditadura reprimiu a liberdade de expressão, dissensão, torturou milhares de pessoas, fez desaparecer e assassinou umas centenas, fechou sindicatos e universidades.

Torres fugiu da Bolívia e foi sequestrado e assassinado em 1976 na operação Condor – grupo de repressão política e terrorista dos estados alinhados com os EUAN e por estes apoiados.

 

1973

 

Estado Intervencionado – Chile

Estado Interventor – EUA

 

Golpe de Estado – 11/set/1973 – começou por desencontros entre o Congresso, maioria de direito, e o presidente apoiado pela esquerda.

Os EUAN movem uma guerra económica contra o Chile.

René Schneider – chefe de gabinete de Salvador Allende – é assassinado durante uma tentativa de sequestro apoiado pela CIA.

Do golpe emergiu Pinochet, cujo governo fez desaparecer 3200 opositores, encarcerou 30000 e exilou 200.000.

A CIA através do projeto FUBELT orquestrou o golpe secretamente com Pinochet e outros generais.

 

1979/80

 

Estado Intervencionado – Afeganistão

Estado Interventor – EUA

Operação Ciclone -EUAN fornece secretamente armas e financiamentos a diversos senhores da Guerra e fações de Mujahidin para derrubar o Governo Afegão que tinha o apoio de militares Soviéticos. Entre os maiores beneficiários estava Bin Laden, fundador da Al Qaeda.

 

1980/89

 

Estado Intervencionado – Polónia

Estado Interventor – EUA

Reagan apoia o movimento Solidariedade.

O coronel polaco Ryszard Kuklinki envia relatórios secretos para a CIA.

Durante cinco anos a CIA financiou o Solidariedade com dez milhões de dólares (dois milhões por ano).

Congresso dos Estados Unidos autoriza o “National Endowmentfor Democracy” e este alocou 10 milhões de dólares para o Solidariedade.

 

1980/92

 

Estado Intervencionado – El Salvador

Estado Interventor – EUAN

 

O Governo do Salvador reprime violentamente a Frente Farabundo Marti de Salvação Nacional que apoiava cooperativas agrícolas, dirigentes trabalhistas, e defensores da reforma agrária.

O exército organizou esquadrões da morte – formados por militares – para aterrorizarem os trabalhadores rurais.

O governo dos EUAN forneceu treinamento militar e armas ao exército salvadorenho.

O batalhão Atacati – contra insurgente, organizado em 1980 na Escola das Américas, sediada nos EUAN – foi organizado e dirigido por conselheiros militares dos EUAN – e esteve envolvido no massacre de El Mozote.

Oficiais dos EUAN assumiram posições nos altos escalões das Forças Armadas Salvadorenhas.

1982/89

 

Estado Intervencionado – Nicarágua

Estado Interventor – EUAN

 

EUAN armam e treinam os chamados “contras” para acabarem com o governo resultante do derrube de Somoza.

A CIA e ensinou os contras a

- Explodir prédios públicos.

- A assassinar juízes.

- A criar mártires.

- A chantagear cidadãos comuns.

- Explodir Pontes.

- Minar o porto de Corinto.

 Reagan, para conseguir dinheiro negado pelo Congresso, vende secretamente armas ao Irão para financiar ilegalmente os Contra, mesmo após o governo Sandinista ter ganho as eleições em 1986.

 

1983

 

Estado Intervencionado – Granada

Estado Interventor – EUAN

 

O governo dos EUAN, Reagan, põe em marcha a operação “Fúria urgente” para derrubar o “governo marxista”, considerado condenável pelo governo dos EUAN.

A Assembleia Geral da ONU chamou a invasão de “Violação Flagrante da Lei Internacional”.

Resolução semelhante do Conselho de Segurança foi vetada pelos EUAN

 

1984/000

 

Estado Intervencionado – Iraque

Estado Interventor – EUAN

CIA organiza a operação Brachus para derrubar o governo Iraquiano.

Para isso usa Ayad Allawi – oposição ao governo no exterior.

O governo iraquiano infiltrou homens seus neste movimento.

Mesmo assim a CIA com os seus aliados bombardeia alvos em Bagdad, entre os quais uma sala de cinema lotada, nos quais morreram muitos civis.

 

1989

 

Estado Intervencionado – Panamá

Estado Interventor – EUAN

 

Com a operação Justa Causa os EUAN invadiram o Panamá.

Depuseram Manuel Noriega – ex-agente da Cia, ex-negociador de armas no mercado negro para os Contras da Nicarágua e para grupos anticomunistas da América Latina. Por um golpe, após a morte de Torrijos, Noriega assumiu a presidência do Panamá com a complacência dos EUAN. Porque começou a tornar-se incómodo. Prenderam-no e levaram-no para os Estados Unidos onde o julgaram por crimes cometidos a favor do Governo que agora o julgava.

 

1997

Estado Intervencionado – Indonésia

Estado Interventor – EUAN

 

O governo dos EUAN, Bill Clinton, aproveitando a crise financeira asiática de 1997 exacerbam a crise financeira da Indonésia e faz pressão para que FMI se oponha aos esforços de Suharto para estabelecer uma comissão monetária.

 

1998/000

 

Estado Intervencionado – Jugoslávia

Estado Interventor – EUAN

 

Os EUAN canalizam mais de cem milhões de dólares através de Quangos para provocar mudança de regime na Jugoslávia.

Para as eleições jugoslavas de 2000 EUAN apoia grupos da oposição – OTPOR – e conseguem que Milosovic perca as eleições. Este não aceita os resultados. Inicia-se a revolução Bulldozer que derruba e prende Milosevi e de seguida entregam-no ao TPI de Haia.

Kosturica denunciou a extradição de Milosevic dikzendo quje não passou de mais um instrumento da política externa dos EUAN. Opõe-se ao envolvimento da OTAN no Kosovo, atitude hostil aos EUAN.

 

 

III – ALIANÇAS MILITARES

 

1947 – Tratado Interamericano de Assistência Recíproca. – Doutrina dos EUAN de defesa hemisférica

EUAN. Argentina. Bahamas. Brasil. Chile. Colômbia. Costa Rica. El Salvador. Guatemala. Haiti. Honduras. Panamá. Paraguai. Peru. República Dominicana. Trinidad e Tobago Venezuela. Bolívia. Cuba. Equador. México. Nicarágua

 

Saídas - Bolívia. Cuba. Equador. México. Nicarágua.

 

1948/011 - União da Europa Ocidental

 

França. Reino Unido. Bélgica. Países Baixos. Luxemburgo. Itália. Portugal. Espanha. Grécia. Em 1954 – RF Alemanha

 

1949 - OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte

 

Bélgica. Canadá. Dinamarca. EUAN. França. Islândia. Itália. Luxemburgo. Noruega. Países Baixos. Portugal. Reino Unido

Adesões – R. F. da Alemanha. Espanha. Grécia.                           

Depois de 1997
Estónia. Letónia. Lituânia. Polónia. República Checa. Eslováquia. Hungria. Roménia. Eslovénia. Croácia. Montenegro. Albânia. Macedónia do Norte. Bulgária

 

1951 – Tratado do ANZUS

 

Austrália. EUAN. Nova Zelândia.

 

1953 - Aliança Militar

Coreia do Sul. EUAN

 

1954/77 – OTSA

Austrália. EUAN. França. Nova Zelândia. Paquistão. Tailândia. Filipinas

 

1955/77 – OTC

 

EUAN. Irão. Iraque. Paquistão. Reino Unido. Turquia

 

1951/91 – Pacto de Varsóvia

 

Bulgária. Hungria. Polónia. R.D. Alemã. URSS

 

1958 – CDAAN

 

Canadá. EUAN

1992 - Organização do Tratado de Segurança Coletiva

Arménia. Bielorrússia. Quirguistão. Rússia. Tajiquistão Uzbequistão.
 

---------- Tratado de Defesa Mútua


Filipinas. EUAN

----------- Aliança Militar

 

EUAN. Israel

 

IV - BASES MILITARES EM PAÍSES ESTRANGEIROS

 

ALEMANHA – França. Estados Unidos

ARÁBIA SAUDITA – Bahrein. Djibouti. Eritreia. Iémen.

AUSTRÁLIA – Malásia. Emiratos Árabes Unidos

CANADÁ – Alemanha. Jamaica. Kuwait.

CHINA – Argentina. Djibouti. Mianmar. Tadjiquistão

 

EMIRATOS ÁRABES UNIDOS - Eritreia. Líbia. Somália. Iémen.

EUAN - Reino Unido. Aruba (Holanda). Ascensão (Reino Unido). Austrália. Bahamas. Bélgica. Bósnia-Herzegovina. Brasil. Diego Garcia (Reino Unido). Bulgária. Cuba. Djibouti. Equador. Estónia. Alemanha (148). Japão (119). Jordânia.

Quénia. Kosovo. Kuwait. Holanda. Noruega. Omã. Filipinas. Polónia. Portugal. Qatar. Roménia. Arábia Saudita. Seychelles. Singapura. Coreia do Sul. Espanha. Síria. Tailândia. Tunísia. Turquia. Emiratos Árabes Unidos. Reino Unido. Itália (44) - 742 no total

 

FRANÇA – Djibouti.  Emirados Árabes Unidos. Costa do Marfim. Gabão. Senegal. Alemanha. Líbano. Mali. Chade. Níger. Síria. Iraque. Jordânia. Síria.

GRÉCIA – Chipre

 

 ÍNDIA – Tajiquistão.  Butão. Madagáscar.  Maurício. Seychelles. Omã.

IRÃO – Síria. Iraque. Líbano

ISRAEL – Eritreia. Sírika

ITÁLIA – Emirados Árabes Unidos. Djibouti. Kuwait. Líbia. Estados Unidos. Afeganistão.

JAPÃO – Djibouti.

PAÍSES BAIXOS – Aruba. Curaçau. EUAN

 

PAQUISTÃO – Arábia Saudita

PERU – Afeganistão. Albânia. Azerbaijão. Bósnia e Herzegovina. Iraque. República Democrática do Congo. Kosovo. Catar. Síria.  Líbano. Líbia. Chipre do Norte.  Somália. 

REINO UNIDO - Afeganistão. Bahrain. Belize. Brunei. Canadá.  República de Chipre. Estônia. Alemanha. Iraque. Quênia. Nepal. Noruega. Singapura. Catar. Omã. Emirados Árabes Unidos. EUAN.

Territórios Ultramarinos: (Colónias e, ou ocupados)

Akrotiri e Dhekelia. Ilha de Ascensão. Bermuda. Território Britânico do Oceano Índico. Ilhas Cayman. Ilhas Malvinas. Gibraltar. Montserrat. Ilhas Turks e Caicos.

 

RÚSSIA – Azerbaijão.  Arménia. Bielorrússia.  República Centro-Africana, Eritreia, Cazaquistão, Madagáscar, Moldávia Africana. Eritreia. Cazaquistão. Quirguistão. Madagáscar. Moldávia. Moçambique.  Sudão. Síria. Tajiquistão. Ucrânia. Geórgia.

 

SINGAPURA – Austrália. Brunei. EUAN. Taiwan.

 

TAYWAN – EUAN

 

Estas informações foram recolhidas na Wikipédia

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