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Das eras

02
Mai22

Parte VI - O fascismo com os corninhos ao sol - 18

Zé Onofre

                    18

 

022/05/02

 

Comentário a um Velho Liberal do sec. XIX de seu nome próprio Rui Gonçalves.

 

  1. «Inexplicável e escandaloso, é o facto de no meio de tudo isto, o país, ou melhor, quem trabalha, estar a pagar com os seus impostos escandalosos, o subsídio de desemprego a mais de 350.000 cidadãos.»

 

C – Primeira mentira. O subsídio de desemprego é pago pelos descontos que o trabalhador fez para a Segurança Social. Não sai do Orçamento do Estado.

 

  1. «Sim, estes subsídios devem ser eliminados e estas pessoas devem ser obrigadas a trabalhar. Estamos a criar no país uma classe dos profissionais do desemprego, que só aceitam um trabalho quando atingem o limite de tempo, para de seguida fazerem os possíveis para serem dispensados e iniciarem nova temporada de ócio subsidiado, pago pelos contribuintes que trabalham.»    

 

C –

I - Eliminar estes subsídios é um roubo que se faz ao trabalhador desempregado.

O trabalhador desempregado estaria assim a ser roubado não uma, mas duas vezes. Porque ele   acredita e confia na lei que asseguram que os descontos serão para casos de faltas por doença, situações de desemprego e para a reforma no fim da sua carreira contributiva.

Se uma destas três vertentes falhar é um roubo, com todas as letras.

II - Estamos a criar no país uma classe dos profissionais do desemprego, que só aceitam um trabalho quando atingem o limite de tempo.

Nunca pensou, sr. Rui Gonçalves, porque é que os trabalhadores preferem receber “Subsídio de Emprego”, em vez de aceitarem uma proposta de trabalho?

Já pensou, sr. Rui Gonçalves, qual a diferença real de “remuneração” entre o trabalho proposto e o dito subsídio. O sr. Sujeitar-se-ia a deixar a família, a ir trabalhar oito horas , além das horas nas viagens de ida e volta, onde a diferença fica toda pelo caminho?

Já pensou, sr. Rui Gonçalves que se a diferença entre o “subsídio”, que neste momento está à beira da esmola, e o salário que iria auferir fosse substancialmente mais elevado, os trabalhadores aceitariam o a proposta patronal?

 

Conclusão 

Nunca pensou sr. Rui Gonçalves, que o trabalho escravo ficou, ou deveria ter ficado lá atrás nos finais do séc. XIX (onde a jornada de trabalho is das 13 às 16 h de trabalho) e que deveria ter terminado definitivamente no final da IIª Guerra?

Nunca pensou, sr Rui Gonçalves, que a riqueza produzida numa fábrica, no campo, no comércio deveria ser melhor distribuída?

Nunca pensou, sr. Rui Gonçalves, que uma parte da riqueza produzida deveria ser destinada para os fundos de renovação da empresa e que o restante é para ser distribuída equitativamente por quem a produz.?

Nunca pensou, sr. Rui Gonçalves, que retirados os fundos necessários para  gastos na manutenção e inovação, o restante não deve ser mais de 80% para os accionistas e menos de 20% para os trabalhadores?

Nunca pensou, sr. Rui Gonçalves, que quem mais lucra, com salários baixos e desemprego, é o patronato que paga mal e assim acumula mais e evita que os trabalhadores reivindiquem melhores salários porque têm medo que qualquer um dos milhares que estão lá fora,principalmente os que procuram o 1º emprego,  aceite  o seu posto de trabalho ainda por menos salário?

 Zé Onofre

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