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Das eras

13
Jun22

Parte VI - O fascismo com os corninhos ao sol 26

Zé Onofre

                    26

 

022/06/13

 

Sobre Emmanuel Macron: os seus e também nossos desafios, Victor Ângelo, em 10 Junho 2022

 

1 - […] Emmanuel Macron precisa de uma maioria presidencial na próxima Assembleia Nacional. Ou seja, de uma vitória da Ensemble, a coligação de partidos centristas que o apoia.

C – Do alto da sua cátedra, defensora da continuidade da Europa Capitalista, cada vez mais próxima do ideário Nazi/Fascista, sr. Victor Ângelo debita um conjunto de ideias que de Novo já nada trazem.

Para o sr. Victor Ângelo Macron, o menino bonito do “Centrão Europeu” tem que ganhar, não por ser um governo interessado na defesa dos trabalhadores, não por ser um governo que queira afastar o perigo Fascista que aumenta na Europa – se o sistema eleitoral francês fosse democrático (dentro do que os liberais capitalistas chamam de democracia) o partido de Le Pen não teria menos deputados que um partido menos votado.

Para o sr. Victor Ângelo Macron tem de ganhar porque a alternativa será uma Coligação de Esquerda.

 

2 - […] Mas, acima de tudo, porque a alternativa seria uma coligação dominada por Jean-Luc Mélenchon, um narcisista lunático e demagogo, que propõe um programa irrealista. Nouvelle Union populaire écologique et sociale, Nupes, assim se intitula a amálgama que Mélechon conseguiu construir. […]Os outros parceiros estão lá como pau de cabeleira: […]  ecologistas, […] velho Partido Socialista […] e […] comunistas.

C – Aqui, nesta argumentação, o sr Victor Ângelo começa por caracterizar o que é para ele o NUPES. Primeiro começa por caracterizar Mélenchon como um dirigente narcisista lunático e demagogo.

De seguida, enquanto os apoiantes de Macron são uma Coligação de partidos do Centro, os apoiantes de Mélanchon são uma amálgama.

Como se vê um comentário totalmente isento de parcialidades partidárias e ideológicas.

Quanto que ao programa eleitoral do sr. Macron não tece qualquer adjectivação, já ao programa defendido pela NUPES adjectiva-o de irrealista sem apontar uma linha programática que seja desse programa.

Nada preconceituoso, como se pode concluir, este sr. Victor Ângelo.

 

3 - É uma coligação em que os extremistas ditam as regras do jogo e definem as balizas programáticas. […] A esquerda moderada limita-se a uma colagem oportunista […] Nupes é exatamente o contrário do que aconteceu em Portugal […] nos últimos anos. Aqui, os socialistas tratavam da agenda e os radicais eram convidados a bater palmas, quando necessário e sem o exercício do poder executivo. […]

C – Para o Sr. Victor Ângelo uma coligação não é uma parceria entre iguais, mas deveria ser um Partido que Ditasse as suas regras enquanto os parceiros se limitariam a aplaudir, de cu sentado nas cadeiras, e de vez em quando dizer em eco – apoiado, bravo, muito bem.

Assim de facto seria uma colagem oportunista.

Ainda não contente, com a adjectivação já feita à NUPES, o sr. Miguel Ângelo mais uma vez com o entendimento cego pelas “ideias feitas” diz que a NUPES é formada por “esquerda moderada” e “esquerda radical”, e afligi-o que em França possa haver um Governo com um Programa diferente “ao mesmo” que os social-democratas e os conservadores apresentam alternativamente

 

4 - Se Mélenchon e os seus obtivessem a maioria parlamentar, a França entraria numa fase de populismo que levaria à explosão da dívida pública e acabaria na bancarrota. […]

C – Para o sr. Victor Ângelo ou é Macron, ou o dilúvio.

Que me lembre quem tem levado os Estados à banca rota nunca foram partidos a que o sr. Victor Ângelo chama de “Esquerda Radical”, mas sim governos fiéis seguidores das políticas conservadoras primeiro da CEE e agora da EU. E não nos esqueçamos que a crise que assolou o Capitalismo foi provocada pela Finança Capitalista Bancária, e quem pagou os roubos feitos pelos Banqueiros foram os trabalhadores, porque os Capitalistas tinham o seu bem guardado nos paraísos fiscais.  

 

5 - Com Mélenchon, à crise financeira seguir-se-ia uma crise política, com sérias repercussões na Europa, tendo em conta o papel central que a França desempenha na UE.

C – Para começar o sr. Victor Ângelo deveria dizer a quem afectaria a crise financeira que profeticamente anuncia – seria crise financeira para os trabalhadores, que nela vivem desde que o Capitalismo é Capitalismo, ou aos Capitalistas habituados a provocarem crises para com elas lucrarem ainda mais.

E a crise política anunciada como um cataclismo seria a crise do Centrão, cada vez mais prisioneiro das teses NAZIS da Srª Le Pen, ou um avanço numa política direccionada para servir quem  trabalha e não para os interesses do costume?

 

6 - Repito: para o bem da França e a tranquilidade de quem acredita no projeto europeu, é essencial que o movimento que apoia Macron obtenha a maioria absoluta. Mas como já aqui disse, Macron tem de ser visto como um reformista próximo das preocupações populares. […]

C – Aqui o Sr. Victor Ângelo confessa-se o Profeta Servil dos interesses Capitalistas da EU.

Aqui nestas poucas linhas aconselha o sr. Macron, a ser fiel seguidor do Capital Financeiro Especulativo Explorador dos trabalhadores, mas a dourar essa política com umas pinceladas de das preocupações populares.

E depois a NUPES é que é Populista, não é sr. Victor Ângelo?

 Zé Onofre

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